13 junho, 2008

A saga dos namorados

Definitivamente estou começando a perder a paciência com o Dia dos Namorados. Não que eu não goste de ganhar presentes, de sair para jantar etc. Sempre eu e o Alessandro comemoramos essa data da forma mais tradicional que existe: com troca de presentes, flores, cartões etc. O problema está na hora de sair para jantar. Eu não sei se isso acontece com vocês, mas para mim, quando decido sair para comer, quero chegar no local, pedir e ser atendida rapidamente.
Infelizmente Dia dos Namorados e bom atendimento são duas coisas que não combinam. Ontem, eu previ que iríamos nos estressar, mas mesmo assim saímos. Na primeira opção, nos deparamos com uma fila quilométrica de mais ou menos 50 pessoas que aguardavam uma mesa.
É óbvio que nem cogitei colocar meus pezinhos ali, né? Fomos então dá uma volta, passando em frente a outros restaurantes para dar uma conferida. Não nos animamos com o que vimos. Prosseguimos em nossa missão. Estacionamos e fomos em direção a mais um restaurante. O que tinha? Fila (ok, nesse era bem menor). Resolvemos dá uma conferida na opção ao lado, que é um lugar que gostamos muito de ir. E, para nossa surpresa, milagrosamente não tinha fila! Oba!
Entramos felizes, quase sem acreditar que não teríamos que esperar para sermos atendidos. A garçonete nos trouxe o cardápio, escolhemos o que queríamos, mas... ela não voltou para perguntar. Literalmente, nos ignorou! Nem para perguntar se queríamos beber alguma coisa.
Passados quase 25 minutos de tentativas de atrair a atenção da moça, meu digníssimo, estressadíssimo (eu sabia, eu sabia!), cansou. Levantamos e fomos embora!
Aqui vale um parêntese. Meu marido odeiaaaaaaaa com toda a força do ser dele ser mal atendido. Ele acha inadmissível. Eu também concordo, mas sou bem mais relax. Ele não. Ele achou um desaforo a mulher nos ignorar. E ficou repedindo: “Olha, se eu fosse dono de restaurante eu ia ser muito enjoado. Não ia permitir que isso acontecesse. É um absurdo!”. E eu: “Pois é, meu amor, o difícil ia ser achar funcionário que quisesse trabalhar para você”. Hehehehehe. Só para botar mais pilha e não perder a piada.
Enfim! Voltamos no restaurante ao lado para ver se a fila tinha diminuído e... nada! Pelo contrário, tinha aumentado. Quando já estávamos achando lindo e romântico pensar na possibilidade de comer um cachorro quente na praça ou, quem sabe, um Big Mac, lembramos de um restaurante gostosinho perto de casa. Partimos em direção a ele.
Chegamos lá e só tinha dois casais na nossa frente! Eba! Nessa altura, tínhamos nos conformado com as filas. A procura, agora, era por uma menor. Rsrs. Entramos e relaxamos. Ficamos namorando, conversando e nos divertindo. Comemos bem e, quando já estávamos quase esquecendo da saga que havíamos passado, o casal da mesa ao lado, levanta e vai embora murmurando e reclamando para os clientes que estavam na fila sobre o fato de não terem sido atendidos até aquela hora (eles chegaram primero que nós!). Ihhh, pensei, acho que já vi isso acontecer hoje. Poucos minutinhos depois, o casal (já de meia idade) que conhecemos na fila (eles chegaram logo depois de nós), levanta também e vai embora. “Depois de 40 minutos eles vieram nos dizer que perderam nosso pedido, acredita?”, perguntou o senhor ao Alessandro. Ficamos sem graça. E aí, o Alessandro voltou a seu murmúrio: “Tá vendo! Cadê o dono do restaurante numa hora dessas? Se fosse eu, daria o jantar de graça para o casal só para não perder o cliente!”.
Fiquei pensando naquela fila com mais de 50 pessoas no primeiro restaurante que fomos. Pra quê passar por aquilo tudo? Só para dizer aos amigos que saiu no Dia dos Namorados? Ah, fala sério, sinceramente, acho um tremendo mico passar por isso. Fiquei com vergonha por aquelas pessoas que estavam ali. Parecia fila de emprego! Antes fosse esse o motivo porque pelo menos seria uma causa justa, mas para comer? Como se só existisse aquele restaurante. Ah, por favor! Acho ridículo se submeter a isso. Ficar no mínimo uma hora em pé, na parte de fora do restaurante, esperando para comer? Não, não, não. Pra mim não dá.
Acho que a companhia é que faz toda a diferença. Não tem sentido ficar se estressando se a pessoa que você ama já está ali, ao seu lado. Se não tivéssemos encontrado um restaurante mais vazio, com certeza, iríamos inventar alguma coisa simples, mas divertida. O que não vale é perder a noite se estressando numa fila para jantar. Não acha?
Eu acabei a noite feliz e convencida de que meu marido é a solução para o mal atendimento em restaurantes. Rsrs. Não tenho mais dúvida disso. Ele é o cara mesmo!
Isso eu já sabia: Ele é o melhor! Também sabia que a noite prometia estresse, mas como nossos corações estavam cheios de amor, nem essa saga toda foi suficiente para atrapalhar nossa comemoração. Por via das dúvidas, acho que vou começar a programar antes o próximo Dia dos Namorados! Algumas opções: Quem sabe um jantarzinho em casa? (preparado por ele ou comprado pronto, é claro! Rsrs) ou mudar a data da comemoração? Ou ainda uma viagem? Não sei ainda. Mas tudo bem. Tenho um ano inteiro para pensar.

Bjnhs

Até

P.S: Não podia deixar de fazer uma declaração para meu amor. Eu já falei para ele, já escrevi na carta que entreguei a ele, mas não custa repetir (é claro que aqui vai ser compacto para não expor demais, né? Rsrs).

Amore,

Você é o presente de Deus para minha vida. Amo tudo em você e agradeço ao Senhor todos os dias por ter me dado você. Lindo, maravilhoso, compreensivo, temente a Deus, atencioso, carinhoso, conselheiro, apoiador, incentivador etc. São só algumas de suas características. Você é muito além do que eu pedi a Deus. Aprendo cada dia mais com suas palavras e com sua vida. E só tenho crescido ao seu lado. E chega de fazer propaganda! rsrsrs

Te amo!

Bjnhs

Eu!

4 comentários:

Tia Dulce Moraes disse...

Puxa Eveline, ve você falar assim... faz pensar em tudo o que acredito também... rsrsrs
Ontem aconteceu conosco a mesma coisa... e na hora da tal fila, penso eu: Que mico mesmo!!!!!!!!!!!!
Um dia de alegria, para alguns, pode se tornar de tristeza, com brigas, estresses e outros mais...
Mas graças a Deus que no fim das contas deu tudo certo!!! rsrssrs
Não tenho a menor paciência para filas ou lugares cheios... rsrssrsr
Mas, como você já disse, o importante mesmo é a pessoa e o amor...
Que Deus continue abençoando vocês...

Páginas da Bia disse...

Olá Eveline...

Depois de um tempinho sem aparecer por aqui, cá estou eu.
Adorei essa história. Realmente é muito estressante. A pizzaria perto da minha casa também estava lotada. Os carros foram estacionados ao longo da rua.
Como meu amor começou no novo emprego ontem (brincadeira, né? tinha dia melhor para começar a trabalhar, não é? rsrs), então ele chegou tardão aqui em casa. Decidimos sair amanhã para comemorar o dia dos namorados e o novo emprego dele.
E é bom mesmo começar à pensar no ano que vem, assim, com tudo já planejado ficará ainda melhor...

Que Deus te abençoe muito
Beijos da Bia.

Eveline disse...

Oi Dulce!

Que bom ter você de volta por aqui. É tão legal saber que outras pessoas pensam como a gente, né?
Que ótimo que o seu dia não sucumbiu diante do estresse das filas. Nós somos sobreviventes! rsrsrsrs.
Que Deus abençoe você e seu marido!

Volte mais vezes!

Bjnhs

Eveline disse...

Bia,

Você se deu bem, hein? Tenho certeza que não enfrentou filas. Parabéns para o seu digníssimo pelo emprego novo! Sucesso!

Bjnhs

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